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O perigo invisível dos rios baixos: cauxi pode causar alergias na Amazônia

Cauxi retirado do rio 


Uma pesquisa desenvolvida pelos estudantes da AFYA – Faculdades de Ciências Médicas de Itacoatiara na região amazônica, chama atenção para os efeitos do cauxi, uma esponja de água doce comum nos rios da Amazônia, que pode causar reações alérgicas na pele, principalmente durante o período de rios baixos, conhecido como vazante.

O pesquisador Dr. Éder dos Santos Souza explica que o cauxi cresce aderido as pedras, troncos e ao leito dos rios. Durante a cheia, ele permanece submerso e com menor contato direto com as pessoas. No entanto, quando o nível da água diminui, o material fica mais exposto e pode se fragmentar, liberando partículas microscópicas que entram em contato com a pele.

Segundo as alunas Luma Holanda, Samily Oliveira e Leticia Santos que são alunas do curso de medicina e participam da Iniciação científica, relatam que moradores ribeirinhos mostram sintomas como coceira intensa, vermelhidão, ardência e dermatites, especialmente após atividades cotidianas como banho de rio, pesca e lavagem de utensílios. As reações são atribuídas às espículas do cauxi, estruturas rígidas que podem penetrar na pele e provocar processos inflamatórios.


(Foto) Grupo de pesquisa: Dr. Éder Souza, Alunas do curso de Medicina, Iniciação Científica

Luma Correia, Samily Oliveira e Leticia Santos


A pesquisa busca compreender melhor a relação entre o período de vazante e o aumento dos casos de alergia, além de identificar formas de prevenção e orientação em saúde para as comunidades que dependem diretamente dos rios. Entre as recomendações estão evitar contato prolongado com áreas onde o cauxi está visível e buscar atendimento de saúde ao surgirem sintomas persistentes.

Os pesquisadores destacam que o conhecimento científico aliado ao saber tradicional das populações locais é fundamental para reduzir os impactos à saúde e ampliar a conscientização sobre os riscos naturais associados às mudanças sazonais dos rios amazônicos. O resultado da pesquisa será publicado no congresso nacional de dermatite em São Paulo no mês de setembro deste ano.

 

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